Sindicância contra guardas municipais por confusão com torcedores em jogo do Brasil em Londrina é arquivada por falta de provas

Sindicância contra guardas municipais por confusão com torcedores em jogo do Brasil em Londrina é arquivada por falta de provas

Sindicância contra guardas municipais por confusão com torcedores em jogo do Brasil em Londrina é arquivada por falta de provas

A Corregedoria-Geral da Prefeitura de Londrina, norte do Paraná, arquivou a sindicância aberta contra guardas municipais que se envolveram em uma confusão com torcedores na Rua Paranaguá, centro da cidade. O caso aconteceu em 24 de novembro de 2022, durante o jogo entre Brasil e Sérvia pela Copa do Mundo.

A via é conhecida por possuir muitos bares e restaurantes e ser um ponto de concentração. No dia do jogo, pessoas se aglomeraram na região. Moradores próximos reclamaram de som alto e acionaram a Guarda Municipal e a Polícia Militar.

Imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais mostram os torcedores correndo após disparos de balas de borracha dos agentes da GM, que usaram cassetetes e spray de pimenta para dispersar a multidão.

A investigação foi arquivada pelo corregedor-geral do Município, Jefferson Bento Costa, em 23 de agosto. A decisão foi tomada após análise do relatório final da sindicância, que sugeriu o arquivamento.

O g1 teve acesso ao documento por meio da Lei de Acesso à Informação. Veja alguns pontos do relatório.

Em uma das reclamações de perturbação de sossego citada na sindicância, uma moradora denuncia “uma grande quantidade de indivíduos consumindo bebida alcóolica e bloqueando a Rua Paranaguá”.

Guardas usaram cassetetes para dispersar torcedores em Londrina — Foto: Reprodução/RPC

Conforme o documento, uma equipe da GM foi ao local e decidiu pedir apoio da Polícia Militar, “visto a quantidade de pessoas e pelo baixo efetivo operacional”.

Segundo o relatório de sindicância, os agentes foram até um bar para verificar se o som estava alto, mas, diante da negativa, as pessoas que estavam no local “iniciaram um tumulto, com palavras injuriosas, ameaças e atentando contra a integridade física dos agentes”.

Segundo a Corregedoria, as agressões físicas aos policiais e guardas “tiveram início com o arremesso de vidro, sendo, portanto, necessário a adoção do protocolo de controle de distúrbios civis”.

O arremesso das garrafas de vidro, conforme a investigação, feriu dois guardas municipais, atingindo também viaturas da PM e GM.

No relatório, a Corregedoria conclui que a forma de abordagem dos agentes públicos não foi ilegal.

“O emprego da força, enquanto recurso estatal para preservação da ordem pública, tem como propósito único de assegurar a ordem pública, resguardar a integridade física dos agentes estatais, bem como de terceiros. No caso, verifica-se que a tomada de decisão por parte das equipes foi acertada e obedeceu a critérios objetivos quanto ao uso progressivo da força”.

Sem câmeras

Durante a apuração, a Corregedoria perguntou se a Guarda Municipal tinha câmeras na Rua Paranaguá ou em pontos próximos, mas foi informada que não há equipamentos da corporação.

A secretaria também foi perguntada se havia imagens de câmeras corporais dos guardas municipais, mas a resposta foi negativa. Os agentes só passaram a usar este tipo de equipamento em fevereiro deste ano, dois meses após o caso.

MP pediu abordagens humanizadas

A confusão entre as forças de segurança e os torcedores virou alvo de uma recomendação administrativa do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

As promotoras Susana de Lacerda e Révia Aparecida Peixoto de Paula Luna recomendaram abordagens “humanizadas” após o episódio.

O MP também solicitou “diligências necessárias para garantir o não uso da violência contra pessoas que estejam nas ruas em momentos de comemoração por conta dos jogos da Copa do Mundo”.

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Link original da notícia: https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2023/08/30/sindicancia-contra-guardas-municipais-por-confusao-com-torcedores-em-jogo-do-brasil-em-londrina-e-arquivada-por-falta-de-provas.ghtml

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