Seguranças viram réus por homicídio de jovem atropelada após ser agredida e largada na rua, em Cascavel

Seguranças viram réus por homicídio de jovem atropelada após ser agredida e largada na rua, em Cascavel

Seguranças viram réus por homicídio de jovem atropelada após ser agredida e largada na rua, em Cascavel

Segundo o promotor Alex Fadel, os três seguranças são réus por homicídio com dolo eventual – quando não há a intenção de matar, mas se assume esse risco.

No caso específico do segurança Bruce Lee Saldanha Oliveira, que também é policial penal, foi incluída a denúncia de porte irregular de arma de fogo por ele estar usando a arma fornecida pelo estado em uma função de caráter particular.

Os três também são acusados de exercício irregular de atividade profissional. Segundo o MP, eles não têm formação para atuar como seguranças.

Não há prazo para que a Justiça decida se os seguranças vão ou não a júri popular.

Daiane de Jesus Oliveira foi deixada na rua por seguranças antes de ser atropelada e ter o corpo arrastado por carro — Foto: Divulgação

Segundo o promotor, o motorista que atropelou Daiane não foi denunciado neste momento porque deve passar por audiência de conciliação. Há essa possibilidade porque o homem foi indiciado por homicídio culposo – quando não há a intenção de matar.

A defesa do policial penal disse que respeita a liturgia do procedimento, que confia que as verdades do caso virão à tona ao longo do processo, e que ele está à disposição da Justiça.

A defesa do segurança Jeferson Aparecido da Silva disse que não concorda com a denúncia e que dará a resposta nos autos.

A defesa de Lunineia Monteiro Borges disse que este é o momento de produzir provas e trabalhar para que todas as particularidades do caso sejam esclarecidas e, principalmente, evidenciadas.

Na época, a casa noturna Moonlight lamentou a morte, disse que afastou os seguranças envolvidos e que tomará “as medidas necessárias para evitar que situações semelhantes ocorram novamente”

Relembre o caso

Daiane de Jesus morreu no dia 28 de maio. Ela tentava entrar em uma casa noturna de Cascavel, seminua, quando foi impedida pelos seguranças.

Houve discussão e enfrentamento físico. O policial penal usou força física para afastá-la da boate. O inquérito da Polícia Civil também aponta o uso de spray de pimenta.

Após as agressões, Daiane ficou caída no meio da Rua Paraná por alguns minutos, até ser atropelada por um carro e arrastada por cerca de 70 metros.

Imagens de câmera de segurança, sem áudio, mostram a briga. De acordo com a Polícia Militar, o Siate esteve no local e constatou que a jovem morreu no local.

Ainda de acordo com a polícia, o autor do atropelamento fugiu sem prestar socorro.

VÍDEO: os mais assistidos do g1 PR

Link original da notícia: https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2023/09/06/segurancas-viram-reus-por-homicidio-de-jovem-atropelada-apos-ser-agredida-e-largada-na-rua-em-cascavel.ghtml

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