Policial morta em Maringá vivia em relacionamento abusivo, diz irmã da vítima

Policial morta em Maringá vivia em relacionamento abusivo, diz irmã da vítima

Policial morta em Maringá vivia em relacionamento abusivo, diz irmã da vítima

A irmã da policial militar Daniela Carolina Marinelo, de 36 anos, morta com um tiro na cabeça na casa que morava, em Maringá, no norte do estado, disse em depoimento a polícia que a irmã vivia em um relacionamento abusivo com o suspeito do crime.

O caso ocorreu na sexta-feira (1°). O homem, Kanny Aisley Rogério Vasconcellos Martins, de 37 anos, alegou que ela se matou, mas a polícia identificou divergência na cena e no depoimento dele. Ele é o principal suspeito do crime.

Ao delegado Diego Almeida, a irmã de Daniela afirmou que o homem obrigou a companheira a se afastar dos familiares e amigos, além de controlar as redes sociais.

“Ela confirmou essa situação de que ela vivia em uma relação abusiva com esse rapaz e que ele afastou ela de toda a família e amigo. Ele também controlava as redes sociais dela. Era uma situação bastante difícil que ela estava vivendo com esse suspeito”, disse.

O suspeito acionou as autoridades afirmando que Daniela havia se suicidado.

“Foi ele que ligou tanto para o bombeiro quanto para a Polícia Militar dizendo que a policial havia tentado suicídio com a arma da polícia, mas que ela estava com sinais vitais,” afirmou o coronel Mildembergei da polícia Militar (PM).

O advogado de Kanny, José Carlos Ragiotto, disse que as investigações estão em andamento e que o seu cliente nega ter matado a esposa.

Daniela Carolina Marinelo, de 36 anos era policial militar/ suspeito pelo crime é o marido — Foto: reprodução RPC

O inquérito deve ser finalizado nos próximos dias, segundo o delegado. A principal linha de investigação é de feminicídio.

O casal estava junto desde dezembro de 2022 e oficializaram a união com um casamento em comunhão universal de bens há cerca de um mês, conforme o delegado.

“Logo depois desse casamento começaram a surgir gastos vultosos somente no nome dela e também ela pegou alguns empréstimos num banco, somente no nome dela. E a casa onde ela morava, era dela, ele não tinha nenhuma participação […]. Tudo isso levou a suspeita de que tinha uma prática de um crime de feminicídio”, destacou.

Daniela Carolina Marinelo, de 36 anos era policial militar/ suspeito pelo crime é o marido — Foto: Reprodução

Quem era a PM morta

Daniela fazia parte da corporação há pelo menos 10 anos e atualmente trabalhava no Batalhão de Trânsito. Segundo o delegado, ela não apresentava sintomas de transtorno depressivo.

Ainda segundo a polícia, o suspeito tem uma ficha criminal extensa, envolvendo crimes como roubo, furto, cárcere privado e estupro.

VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná

Link original da notícia: https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2023/09/06/policial-morta-em-maringa-vivia-em-relacionamento-abusivo-diz-irma-da-vitima.ghtml

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *