Nunca sirva o vinho em temperatura ambiente, nem o tinto

Nunca sirva o vinho em temperatura ambiente, nem o tinto

Nunca sirva o vinho em temperatura ambiente, nem o tinto

A primeira razão é meramente climática: num país tropical, onde a temperatura é superior a 20 °C a maior parte do ano em quase todas as regiões, quem aguenta tomar qualquer bebida quente? Por que seria diferente com o vinho? Se você já tomou um tinto encorpado, barricado e com taninos presentes numa quente noite de verão, sem antes resfria-lo, sabe do que estamos falando.

Via de regra, quanto mais leve o vinho, mais baixa deve ser a temperatura de serviço, e vice-versa. Ou seja, espumantes e brancos leves precisam ser servidos geladinhos, já tintos encorpados e fortificados ficam melhores quando apenas resfriados. Veja as temperaturas recomendadas para o serviço dos vinhos:

  • Espumantes: 6 a 8 °C
  • Vinhos brancos secos, jovens e frutados: 8 a 10 °C
  • Vinhos brancos secos, aromáticos e vinhos de sobremesa: 10 a 12 °C
  • Vinhos rosés: 12 a 14 °C
  • Vinhos tintos leves: 14 a 16 °C
  • Vinhos tintos de corpo médio: 16 a 18 °C
  • Vinhos tintos encorpados e fortificados: 18 a 20 °C

O ideal é ter um medidor de temperatura para vinhos (custam a partir de R$ 30), mas se você deixar a garrafa na geladeira por algum tempo já será suficiente para resfriar o vinho: para um tinto serão necessários entre 10 e 20 minutos, para brancos cerca de 30 a 40 minutos, e espumantes uma hora.

Quer acelerar o resfriamento? Molhe com água folhas de papel toalha, enrole na garrafa e leve ao congelador.

Como a temperatura afeta o vinho

Simplificando, mais a temperatura é baixa, menor é a percepção de aromas, sabor e álcool (e até defeitos – entendeu porquê as cervejas industriais precisam ser tomadas estupidamente geladas?).

Por isso, brancos leves, mas com teor alcoólico de 12 a 13 °C ,se beneficiam quando servidos geladinhos. Em altas temperaturas, os aromas se tornam mais voláteis, assim como os álcoois. Mas, nos grandes vinhos tintos, as notas aromáticas conseguem se sobressair.

O sabor do vinho também muda de acordo com a temperatura: em baixas temperaturas se destacam taninos e acidez, já o calor exalta açúcares e álcool. Por isso, é recomendado degustar vinhos doces geladinhos para não correr risco de ficarem pesados e enjoativos.

As bolhas de dióxido de carbono (CO2) dos espumantes e dos frisantes também são afetadas. As baixas temperaturas retêm o perlage, enquanto em altas o vinho se parecerá com um refrigerante quente.

Vinho tinto vai na geladeira?

Não só você pode resfriar o vinho tinto na geladeira, mas pode até usar um balde de gelo. Só cuidado que os rótulos com muitos taninos vão parecer ainda mais tânicos quando muito gelados. Nesse caso, segure a taça com as duas mãos (a palma tem 37 °C) para elevar rapidamente a temperatura. Na maior parte das vezes, neste país tropical, isso não será necessário.

Link original da notícia: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/porto-a-porto/guia-do-vinho-e-da-gastronomia/noticia/2023/08/29/nunca-sirva-o-vinho-em-temperatura-ambiente-nem-o-tinto.ghtml

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