[Dia do Médico] Heróis da saúde contam histórias da profissão

[Dia do Médico] Heróis da saúde contam histórias da profissão

[Dia do Médico] Heróis da saúde contam histórias da profissão

Às vésperas do Dia do Médico, comemorado em 18 de outubro, mergulhamos nas vidas desses profissionais que dedicam suas carreiras à missão de salvar vidas

Nos corredores dos hospitais da Unimed Sul Capixaba, há heróis da saúde cujas histórias são desconhecidas, mas que desempenham um papel fundamental em nossas vidas. Às vésperas do Dia do Médico, comemorado em 18 de outubro, mergulhamos nas vidas desses profissionais que dedicam suas carreiras à missão de salvar vidas e proporcionar cuidados compassivos.

Em uma homenagem aos verdadeiros guardiões da nossa saúde, desvendamos duas histórias inspiradoras e os desafios enfrentados por esses heróis da medicina, que vão além do estetoscópio e do jaleco branco.

O médico oncologista e coordenador da Unimed Oncologia Raphael Luzório Fernandes contou que quando sua segunda filha, Maria, de dois anos, nasceu prematura, teve um desconforto respiratório e precisou ir para UTI Neonatal. Estava próximo do Natal e havia, além da Maria, apenas mais uma criança internada na Unimed.

“Fomos visitá-la um dia e minha esposa e o pai da outra criança entraram e eu fiquei na sala de espera com a mãe da criança aguardando nossa vez de entrar. Começamos a conversar sobre nossos filhos e a esperança que tínhamos da recuperação deles. Ela começou a me contar que a vinda de seu filho foi muito especial porque o esposo dela havia, há poucos meses, terminado um longo tratamento de leucemia e estava curado da doença”, explica o oncologista.

A referida mãe disse que o diagnóstico havia sido feito naquele mesmo hospital por um médico que foi, para eles, um anjo, pois tinha feito o diagnóstico da leucemia, abrindo o caminho para o tratamento e a cura. “E então, ela disse que o nome dele era ‘Dr. Raphael’. Abaixei a máscara e disse ‘sou eu’”, lembra o médico que neste momento abraçou e chorou junto da mãe criança.

O médico Raphael foi quem, cerca de dois anos antes, em um plantão havia diagnosticado a leucemia no esposo dela. “Ela disse que havia rezado muitas vezes por mim sem me conhecer. E um tempo depois Deus quis que nossas vidas se cruzassem novamente, com o drama de nossos filhos internados em uma UTIN. Mas a história teve um final feliz, a Maria e o menino se recuperaram e hoje são crianças saudáveis e felizes”, se emociona.

A cardiologista Thaina Soares lembra um momento que marcou muito em sua jornada médica, quando uma paciente chegou grávida em seu consultório, encaminhada pelo ginecologista. Ela havia passado por uma cerclagem, que é uma sutura no colo do útero para evitar a perda do bebê ou parto prematuro. Mas, durante o procedimento, a futura mamãe havia apresentado arritmia cardíaca.

A paciente era a técnica de enfermagem Michele Rios, que tentava engravidar já há mais de 15 anos, e finalmente estava num momento da vida em que sempre sonhou. Porém, com o enorme desafio de levar adiante a gestação de forma saudável.

“Foi uma situação que misturou dúvida, medo e apreensão. O ecocardiograma acusou insuficiência cardíaca, um aumento no tamanho do coração da Michele. E a grande maioria dos medicamentos para tratar o problema não eram seguros para a gestação”, lembra a médica.

Thaina se empenhou e fez tudo que estava ao seu alcance para cuidar da mãe e do bebê. Estudou, conversou com uma das maiores especialistas do Brasil no assunto, buscou artigos e montou uma condução especial para o tratamento. Uma vez por semana a paciente estava presente em seu consultório, desde a 14ª semana de gravidez.

Assim, foi acompanhando toda a gestação e a cada semana era uma vitória, ao constatar que Hiago estava crescendo e se desenvolvendo de forma saudável em meio ao tratamento da mãe. Mas, na reta final da gestação, a paciente apresentou uma piora no quadro cardíaco e precisou ficar internada.

Com apoio de colegas médicos, a cardiologista conseguiu toda uma estrutura para o parto seguro e Michele teve a oportunidade de ver seu filho nascendo por meio de cesárea, pois Thaina acompanhou o parto e considerou seguro fazer o procedimento com anestesia peridural. “Foi um grande desafio e uma grande emoção vivenciar a trajetória dela. O parto correu bem, ela ficou por precaução na Ucon e o Hiago foi para a Utin por alguns dias. Mas, hoje, ambos estão muito bem, ela está feliz, com o coração recuperado e com seu maior sonho realizado”, comemorou.

Link original da notícia: https://portaldenoticias24horas.com.br/dia-do-medico-herois-da-saude-contam-historias-da-profissao/

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *