Em julgamento, homem confessa que serviu soda cáustica antes de estrangular namorada em motel

Em julgamento, homem confessa que serviu soda cáustica antes de estrangular namorada em motel

Em julgamento, homem confessa que serviu soda cáustica antes de estrangular namorada em motel

O crime aconteceu em setembro de 2021. O corpo da mulher foi encontrado em um quarto de motel na região de Taquaralto, em Palmas. O g1 ainda tenta contato com o advogado dele.

Na época, testemunhas contaram à polícia que ouviram uma discussão que parou de repente. O corpo foi encontrado por funcionários do estabelecimento, depois que a pessoa que estava com ela saiu sem pagar.

O julgamento em júri popular foi realizado nesta terça-feira (5) no Fórum de Palmas. O réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado, por meio de asfixia, com recurso que dificultou a defesa da vítima e por feminicídio.

O réu ainda pode recorrer da pena, mas deverá permanecer preso durante apelação. O juiz da 1ª Vara Criminal de Palmas também estabeleceu uma multa de R$ 50 mil em favor dos parentes da vítima.

Frieza e premeditação

Conforme a sentença, Jonhnatan tinha um relacionamento de três anos com Marcela. Durante o julgamento ele confessou que matou a vítima, embora tenha afirmado que agiu por descontrole após descobrir um suposto relacionamento dela com outra pessoa.

Para o juiz, o réu demonstrou frieza durante e após a consumação do crime. “O próprio acusado confirmou ter servido soda cáustica para a vítima antes de asfixiá-la e, depois de ceifar a vida de Marcela, ainda postou fotos do casal nas redes sociais da própria vítima”, diz trecho da sentença.

Na época do crime, a polícia também informou que a vítima apresentava marcas de queimadura na região da barriga e das pernas.

A defesa tentou argumentar que o crime não foi premeditado e o réu afirmou que teria comprado a soda cáustica para fazer sabão com sua avó. Só que os policiais foram ao local da suposta compra e verificaram que o estabelecimento não vendia a marca de soda encontrada no quarto.

“Ademais, no motel onde o corpo da vítima se encontrava também foi encontrado um fio de 5m similar ao cabo de fibra óptica, sendo certo que o laudo pericial juntado no evento 24 do inquérito policial atesta que fio é sugestivo que tenha sido usado para asfixiar a vítima. Tais circunstâncias tornam lícito concluir que o crime foi premeditado e, consequentemente, a pena-base deve ser exasperada”, afirmou o juiz.

Link original da notícia: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2023/09/06/em-julgamento-homem-confessa-que-serviu-soda-caustica-antes-de-estrangular-namorada-com-fio.ghtml

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