Investigado pela PF em ação que apreendeu milhões em dinheiro vivo, reitor da UERR pede anulação do mandado de busca e apreensão no próprio gabinete

Investigado pela PF em ação que apreendeu milhões em dinheiro vivo, reitor da UERR pede anulação do mandado de busca e apreensão no próprio gabinete

Investigado pela PF em ação que apreendeu milhões em dinheiro vivo, reitor da UERR pede anulação do mandado de busca e apreensão no próprio gabinete

Até esta segunda-feira (11) não havia decisão judicial sobre o pedido expedida pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas da Comarca de Boa Vista, para onde o pedido dele foi feito.

Em nota, a defesa do reitor afirmou que nenhum ato licitatório foi praticado e que não há indícios que relacionem pagamento de valores feito pela UERR para a empresa suspeita e o saque bancário de milhões. Leia a íntegra abaixo.

“Não havia, assim, qualquer fundamento para a busca e apreensão no campus da UERR. De qualquer modo, tanto a Universidade, quanto seu Reitor estão colaborando com as investigações, prestando todos os esclarecimentos solicitados pela polícia, bem como adotando as medidas legais para manter seu compromisso com a lisura, transparências e a verdade dos fato”, ressaltou.

Pilha de R$ 3,2 milhões apreendidos pela PF em operação contra esquema de proprina na UERR, em Boa Vista. — Foto: PF/Divulgação

Regys foi alvo de mandado de busca e apreensão, expedido pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas da Comarca de Boa Vista, no dia 31 de agosto na reitoria da instituição, onde fica o gabinete dele.

No mandado, a juíza Daniela Schirato autorizou o acesso e extração de dados armazenados em computadores, celulares, dispositivos de bancos de dados, HDs e pen drive que fossem apreendidos na ação. Com isso, caso seja necessário, o material pode passar por análise policial e perícia técnica.

No pedido, feito na quarta-feira (6), o reitor pediu “a nulidade do decreto da busca e apreensão, com desentranhamento das provas obtidas”. No documento, a defesa do reitor alegou que o contrato com uma das empresas investigadas, que é do ramo de engenharia e venceu uma licitação na UERR, foi publicado em fevereiro deste ano e, por conta de um erro, a publicação de licitação foi republicada no dia 11 de agosto — uma semana antes da operação.

“Esse equívoco, que gerou a indevida impressão de que haveria indício de que o dinheiro aprendido poderia ter relação com contrato recém firmado entre a empresa a UERR , foi devidamente alertado e elucidado à Autoridade Policial , um dia antes da representação pela busca e apreensão. E, o que é mais importante, antes do decreto judicial de busca e apreensão”, cita trecho.

Operação da Polícia Federal contra corrupção na UERR, em Boa Vista — Foto: João Gabriel Leitão/g1 RR

Segundo suspeitas da Polícia Federal que ainda não foram confirmadas, a empresa investigada venceu uma licitação de R$ 16 milhões na Universidade Estadual de Roraima. O valor milionário apreendido, segundo a investigação, seria para pagar propina relacionadas ao esquema criminoso.

A quantia foi encontrada em fardos etiquetados com R$ 50 mil e estava na casa do irmão de um dos sócios da empresa suspeita de integrar o esquema.

Operação Harpia

Uma imagem feita durante a ação registrou a pilha de notas de R$ 50 e de R$ 100. Os fardos de dinheiro, que estavam escondidos dentro de sacos de lixo, estavam atrás de telhas. No local, também foram apreendidos quase 5 mil litros de combustíveis armazenados de forma irregular.

A PF chegou até o local após a investigação suspeitar que um saque de grande valor seria feito em Boa Vista para honrar um esquema de pagamento de propina relacionado à licitação na UERR.

Agente seguiu para gabinete do reitor Regys Freitas em operação contra suspeita de corrupção na UERR — Foto: João Gabriel Leitão/g1 RR

O desdobramento da operação aconteceu no dia 31 de agosto. Na data, os policiais federais fizeram buscas na instituição e cumpriu um outro mandado de busca e apreensão em outro endereço de Boa Vista.

O nome da operação faz referência a uma ave, Harpia, que é uma das maiores espécies de águias existentes no mundo. A harpia, quando caça, fica parada por horas, esperando o momento certo para atacar sua presa.

Nota do reitor

A defesa do Dr. Regys Freitas, Magnífico Reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), esclarece que não foi indiciado no Inquérito Policial da Operação Harpia.

Reafirma que o procedimento licitatório a que se refere a investigação ocorreu de forma regular, em estrita observância à legalidade, conforme já esclarecido à autoridade policial. A efetiva homologação e adjudicação da licitação, vencida p ela Empresa 3D Engenharia, ocorreu dia 29 d e dezembro de 2022, e o contrato foi publicado em 15 de fevereiro de 2023. Portanto, nenhum ato licitatório foi praticado em agosto deste ano. Não há, portanto, qualquer indício que relacione pagamento de valores feito pela UERR para referida empresa e o saque bancário de 3,2 milhões de reais. Não havia, assim, qualquer fundamento para a busca e apreensão no campus da UERR.

De qualquer modo, tanto a Universidade, quanto seu Reitor estão colaborando com as investigações, prestando todos os esclarecimentos solicitados pela polícia, bem como adotando as medidas legais para manter seu compromisso com a lisura, transparências e a verdade dos fatos.

Link original da notícia: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2023/09/12/investigado-pela-pf-em-acao-que-apreendeu-milhoes-em-dinheiro-vivo-reitor-da-uerr-pede-anulacao-do-mandado-de-busca-e-apreensao-no-proprio-gabinete.ghtml

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