Festival Amazônia de Pé celebra povos e comunidades tradicionais e mobiliza contra o Marco Temporal, no Pará

Festival Amazônia de Pé celebra povos e comunidades tradicionais e mobiliza contra o Marco Temporal, no Pará

Festival Amazônia de Pé celebra povos e comunidades tradicionais e mobiliza contra o Marco Temporal, no Pará

No próximo sábado (2), no Território Borari, Aldeia Alter do Chão, em Santarém, ocorre a segunda edição do Festival Amazônia de Pé, que ocorre em alusão ao Dia da Amazônia, celebrado em 05 de setembro. O line-up inclui a ribeirinha e mestra da cultura popular Dona Onete, além do grupo de carimbó de mulheres indígenas Suraras do Tapajós, a cantora afroamazônica Priscila Castro, a quilombola Cleide do Arapemã, o tradicional Espanta Cão e o Dj Zek Picoteiro. A entrada é gratuita e os shows serão transmitidos pelo YouTube, no canal do Amazônia de Pé.

“O Rio Tapajós é um afluente do Amazonas; o Arapiuns é afluente do Tapajós. E assim, as pessoas se conectam culturalmente através de festividades e matrizes culturais. Em Alter do Chão, é forte essa ligação de culturas pelos rios, que influenciam na vida do amazônida ribeirinho, indígena, quilombola. E isso vai se expandindo na Amazônia. Antes das grandes estradas já existiam os rios e era por lá que o tráfego de informações acontecia e ainda acontece. Vamos colocar no palco as sonoridades e expressões artísticas que fluem nas águas”, comenta Zek Picoteiro.

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Além disso, o Festival terá também os Boto Cor de Rosa e Tucuxi, de Alter do Chão; Lane Lima, guardiã tribal da Tribo Munduruku, do Festribal, realizado em Juruti (PA); e contará com a presença de Marciele Albuquerque – cunhã poranga do Boi Caprichoso, de Parintins, no Amazonas. E para completar, o público poderá visitar uma feira de produtos da sociobiodiversidade de organizações e coletivos da região do Tapajós e do Arapiuns. A realização é do movimento Amazônia de Pé, por meio da ong Nossas, e do Instituto Regatão da Amazônia – responsável pela concepção artística e curadoria musical.

Nesta edição ocorre a abertura com o rito do Sairé, como a grande novidade. Com a manifestação religiosa e cultural do povo Borari, etnia indígena de Alter do Chão, e que completa em setembro 50 anos de realização. De acordo com Zek Picoteiro, do Instituto Regatão da Amazônia, curador do festival, o evento é uma forma de exaltar a estética musical do interior da Amazônia, conectada pelos rios.

“O Festival é uma ferramenta importante para falar sobre a defesa da região. É um festival de música, mas político, já que o movimento Amazônia de Pé também é contra o Marco Temporal e tem o objetivo de recolher assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular. Fazer o festival em Alter do Chão é uma forma de ecoar, a partir de lá, as ameaças à floresta para todo o país”, revela Helena Ramos, gestora de produção e cultura da ong Nossas.

Marco temporal é uma tese jurídica que determina que os povos indígenas têm direito de ocupar apenas as terras que ocupavam ou já disputavam em 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição.

PROGRAMAÇÃO

17h – Abertura: ritual do Sairé

18h – Espanta Cão

19h – Suraras do Tapajós

20h – Priscila Castro convida Cleide do Arapemã

21h – Boto Cor de Rosa, Boto Tucuxi, Guardiã Tribal Lane Lima (Tribo Munduruku) e Cunhã Poranga Marciele Albuquerque (Boi Caprichoso de Parintins)

22h – Dona Onete

23h30 – DJ Zek Picoteiro

00h – Encerramento

Agende-se

Festival Amazônia de Pé

Data: sábado (02)

Hora: a partir das 17h

Local: Lago dos Botos (Território Borari, Aldeia Alter do Chão – Santarém – PA)

Entrada gratuita

Informações: www.virada.amazoniadepe.org.br

Link original da notícia: https://www.oliberal.com/cultura/festival-amazonia-de-pe-celebra-povos-e-comunidades-tradicionais-e-mobiliza-contra-o-marco-temporal-no-para-1.720441

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