Vítima de escalpelamento produz e doa perucas para outras mulheres que sofreram acidentes em embarcações, no AP

Vítima de escalpelamento produz e doa perucas para outras mulheres que sofreram acidentes em embarcações, no AP

Vítima de escalpelamento produz e doa perucas para outras mulheres que sofreram acidentes em embarcações, no AP

A série de ações contou com orientações para ribeirinhos e a entrega de perucas para mulheres vítimas de escalpelamento. Este ano, o Amapá teve o registro de um caso desse tipo de acidente.

Maria Trindade, presidente da ONG Mulheres Guerreiras e Vítimas de Escalpelamento da Amazônia — Foto: Rafael Aleixo/g1

A Maria Trindade, que é presidente da ONG “Mulheres Guerreiras e Vítimas de Escalpelamento da Amazônia”, produz com a ajuda de outras mulheres associadas perucas e doa para pessoas que assim como ela foram vítimas de escalpelamento.

Maria descreveu que os trabalhos são intensos e costumam começar no ano anterior à ação de entrega de perucas. No caso deste ano, foram cerca de 8 meses para o material ficar pronto e chegar até as beneficiadas.

“Começo a trabalhar desde dezembro pra entregar agora em agosto. O objetivo é levantar a autoestima delas, porque quem perde o couro cabeludo perde a metade da vida. Porque uma mulher se olhar no espelho e não ver o cabelo […] Infelizmente aprendemos a viver com o preconceito, com o olhar das pessoas”, descreveu Maria Trindade.

De acordo com o comandante da Capitania dos Portos do Amapá, capitão de fragata João Batista Reis, diversas ações são realizadas para tripulações e passageiros de transportes aquaviários na região.

Ação da Marinha do Brasil para instalação de proteção de eixos para motores — Foto: Marinha do Brasil/Divulgação

“A Marinha vem realizando diversas ações de intensificação das nossas inspeções navais, onde nós verificamos se as embarcações estão com a cobertura de eixo, que evita o escalpelamento. Estamos também ministrando palestras para a comunidade aquaviária”, informou o comandante.

De acordo com a Marinha do Brasil, 93% dos casos de escalpelamento da região amazônica têm as mulheres como vítimas. Destas, 65% são crianças, 30% adultos e 5% idosos.

A data de prevenção e combate foi instituída através da Lei nº 12.199/2.010. Já a Lei i 11.970/2009 obriga a instalação de uma cobertura nas partes móveis dos motores das embarcações para proteger os ocupantes. A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos, oferece e instala gratuitamente a proteção do motor.

Ester de Araújo, diretora escolar da Fundação Orvalho de Hermon no Amapá — Foto: Rafael Aleixo/g1

A Ester de Araújo, diretora escolar da Fundação Orvalho de Hermon, realiza atendimentos para vítimas e ações de conscientização para ribeirinhos.

“Há 16 anos a gente tá nessa luta. No sábado fizemos a blitz no rio e encontramos apenas 2 barcos legais, ou seja, com colete, cobertura do escapamento e cobertura do eixo. A Marinha tem se desdobrado, mas a gente tem intensificado as ações junto aos donos de barcos”, disse a diretora.

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou projeto que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a fornecer tratamento gratuito imediato, incluindo cirurgias reparadoras e atendimento psicológico, para as vítimas desse tipo de acidente.

Colete e proteção de eixo para motor — Foto: Rafael Aleixo/g1

VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Link original da notícia: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2023/08/28/vitima-de-escalpelamento-produz-e-doa-perucas-para-outras-mulheres-que-sofreram-acidentes-em-embarcacoes.ghtml

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