Operação Prodígio: prints mostram conversas entre membros de grupo suspeito de obter R$ 19 milhões em fraudes bancárias; veja

Operação Prodígio: prints mostram conversas entre membros de grupo suspeito de obter R$ 19 milhões em fraudes bancárias; veja

Operação Prodígio: prints mostram conversas entre membros de grupo suspeito de obter R$ 19 milhões em fraudes bancárias; veja

Segundo a polícia, pessoas eram integradas ao esquema para abrirem contas bancárias com dados falsos e obter crédito para, futuramente, obterem valores emprestados e depois não pagarem a instituição.

Alguns dos suspeitos presos têm entre 18 e 21 anos e diziam ser médicos e engenheiros para abrir contas bancárias, daí o nome da operação. Um dos presos, apontado como líder do esquema, Anderson Ranchel Dias de Sousa ostentava uma vida luxuosa nas redes sociais.

Ele viajou mais de 10 vezes para os Estados Unidos, dirigia uma BMW de R$ 350 mil e tinha destaques no Instagram para cada país visitado, entre eles, França, Holanda, Argentina e Portugal (veja fotos ao fim da reportagem).

Conforme a polícia, os prints mostram conversas de membros do grupo com ele e entre si, dando indícios de que ele realmente liderava o esquema.

Operação Prodígio: prints mostram conversas entre membros de grupo suspeito de obter R$ 19 milhões em fraudes bancárias; veja — Foto: Reprodução

A fraude consistia em buscar pessoas para abrir contas bancárias com dados falsos (como profissão e renda) que levassem o banco a aumentar o limite de crédito desse cliente.

Uma vez aberta a conta, a associação criminosa simulava uma série de transações bancárias para “esquentar” a conta, de forma que o banco entendesse que aquela renda declarada era legítima.

Para levantar o dinheiro das contas da instituição financeira, o núcleo financeiro da associação criminosa se valia de empresas fantasmas e meios de pagamento diversos (cartão de crédito, boleto bancário) que envolvem múltiplas empresas do sistema financeiro.

Tudo para dificultar a ação de investigação policial. A fraude terminava quando o grupo criminoso acreditava ter atingido o máximo de limite de crédito possível, retiravam o valor máximo de empréstimo e “tombavam” o banco, não realizando mais qualquer pagamento.

Investigação

Operação Prodígio: polícia prende pai e filho suspeitos de R$ 19 milhões em fraudes bancárias no Piauí — Foto: Reprodução

A operação deflagrada pela Superintendência de Operações Integradas (SOI), e Diretorias de Inteligência da SSP-PI e PC-PI iniciou com uma investigação há mais de um ano e meio. A instituição financeira prejudicada denunciou à diretoria de segurança do banco que detectou a fraude e acionou a PC-PI.

A ação deu cumprimento a 25 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão temporária nas cidades de Teresina, Floriano, Amarante e Nazaré do Piauí. Ao final do Inquérito Policial a PCPI compartilhará provas com outros Estados e novas prisões podem ocorrer.

“Nós tínhamos três principais grupos: líderes, o braço financeiro da organização criminosa que lavava esse dinheiro tirado do banco e os chamados ‘clientes’ que eram pessoas integradas na organização criminosa por esses líderes e seus representantes pra abrir conta no banco em seu próprio nome com dados falsos”, explica o delegado Anchieta.

Suspeito de liderar esquema de fraude bancária com prejuízo de R$ 19 milhões ostentava vida luxuosa nas redes sociais

Em 2022, Anderson Ranchel Dias de Sousa viajou mais de 10 vezes para os Estados Unidos

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Link original da notícia: https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2023/09/06/operacao-prodigio-prints-mostram-conversas-entre-membros-de-grupo-suspeito-de-obter-r-19-milhoes-em-fraudes-bancarias-veja.ghtml

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