Caso Amanda Pedrosa: acusados são condenados, por latrocínio, a 27 anos de prisão em regime fechado

Caso Amanda Pedrosa: acusados são condenados, por latrocínio, a 27 anos de prisão em regime fechado

Caso Amanda Pedrosa: acusados são condenados, por latrocínio, a 27 anos de prisão em regime fechado

De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Rafael Dornellas Câmara Alcoforado – com quem a vítima chegou a ter um breve relacionamento, segundo a família – foi condenado a 27 anos de reclusão e Robson Miquéias Ferreira Rodrigues, a 26 anos e seis meses de prisão. Ambos respondem por “latrocínio consumado, de forma cruel e sem possibilidade de defesa da vítima”.

A decisão, proferida na quarta-feira (6) pelo juiz Walmir Ferreira Leite, da 16ª Vara Criminal do Recife, foi confirmada nesta segunda (11) pelo TJPE. Segundo a determinação, os dois vão cumprir a pena em regime fechado.

Até a última atualização desta reportagem, o g1 não conseguiu entrar em contato com as defesas dos dois condenados.

Na decisão, o juiz considerou que Rafael Dornellas Alcoforado se relacionou com a vítima para ganhar a confiança dela e praticar o crime – o que se configura como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

“Na hipótese, pelo que consta dos autos, a conduta do réu tem altíssimo grau de reprovabilidade social, que extrapola a do tipo penal, pois iniciou um relacionamento amoroso com a vítima para, assim, ganhar a sua confiança e, então, executar o crime de forma tão cruel e brutal”, afirma o juiz na decisão.

Irmã de Amanda, Adriana Pedrosa disse ao g1 que, embora entenda que houve feminicídio, a família decidiu acatar a tese de que os dois fossem condenados por latrocínio.

“Uma das provas que tinha era que ele [Rafael] levou umas cordas que foram reconhecidas por uma ex-namorada dele, de um comércio dele lá, porque ele tinha uma hamburgueria gourmet. Então, o juiz entendeu que ele já havia premeditado e, por isso, entendeu como latrocínio. E acatamos. Até porque o advogado disse que, dentro do direito, a pena do latrocínio já começava com 20 anos”, explicou.

Segundo Adriana, o sentimento dos familiares diante da decisão é de alívio “dentro do que foi possível”.

“O importante é que ele está preso e está longe da sociedade para não cometer isso com outras mulheres. E ele vai pagar. Pelo menos, vai passar um tempo, ele e o comparsa dele, pagando por esse crime”, declarou a irmã da vítima.

Relembre o caso

Amanda Silva Pedrosa, de 39 anos, foi encontrada morta em dezembro de 2022, no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife. Vizinhos contaram que ela estava no apartamento em que vivia, com as mãos e os pés amarrados e um cordão em volta do pescoço.

O homem que roubou o carro de Amanda Pedrosa foi o chefe de cozinha Rafael Dornellas Alcoforado, preso no dia 6 de janeiro de 2023. Eles se conheceram por meio de um aplicativo de relacionamento, mas, segundo parentes, tinham se visto poucas vezes e se conheciam há pouco tempo.

VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Link original da notícia: https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2023/09/11/justica-condena-ex-namorado-e-comparsa-por-morte-de-mulher-achada-morta-com-maos-e-pes-amarrados-no-recife.ghtml

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *