O maior cineasta em atividade no mundo adora fazer filmes longos

O maior cineasta em atividade no mundo adora fazer filmes longos

O maior cineasta em atividade no mundo adora fazer filmes longos

Assassinos da Lua das Flores, de Martin Scorsese, entra em cartaz nas salas brasileiras nesta quinta-feira (19). É, certamente, um dos filmes mais aguardados do ano, elogiadíssimo por quem já pôde vê-lo.

Dias atrás, depois de ver Assassinos da Lua das Flores, Francis Ford Coppola, o realizador da trilogia O Poderoso Chefão, disse que seu contemporâneo Martin Scorsese é o maior cineasta em atividade no mundo. Acompanho o voto do relator e pergunto: “Alguém apontaria outro nome?”.

No ano passado, quando Martin Scorsese fez 80 anos, escrevi o seguinte: “Ele não é somente um grande diretor de filmes. É um homem que pensa o cinema. Também não está circunscrito à produção dos Estados Unidos. Americano de origem italiana e formação católica, Scorsese nasceu e cresceu em Nova York. Sua origem o levou a ver e amar a cinematografia de outros povos. A arte o salvou de uma vida marginal semelhante à de alguns personagens dos seus filmes”.

E segui: “Além de realizador, é um cinéfilo dividido entre os grandes filmes americanos e os não americanos. Uma paixão não exclui a outra. Seu coração e sua mente têm lugar para os dois amores. Eles enriquecem o seu trabalho, o influenciam, fornecem elementos que vamos identificar nos filmes que realizou. Características que fazem de Scorsese um diretor de cinema diferente dos outros. Talvez o único assim entre os seus contemporâneos”.

Uma coisa que chama a atenção do espectador que vai ao cinema ver Assassinos da Lua das Flores é sua longa duração. Longa, não. Longuíssima. O filme se estende por 3 horas e 26 minutos. Quem, no entanto, acompanha de perto a trajetória do cineasta sabe que ele adora realizar filmes muito longos.

New York, New York, de 1977, tinha 2 horas e 43 minutos. A Última Tentação de Cristo, de 1988, iguais 2 horas e 43 minutos. Cassino, de 1995, 2 horas e 58 minutos. Gangues de Nova York, de 2002, 2 horas e 47 minutos. O Aviador, de 2004, 2 horas e 50 minutos. O Lobo de Wall Street, de 2013, exatas 3 horas. O Silêncio, de 2012, 2 horas e 41 minutos. E, finalmente, O Irlandês, de 2019, 3 horas e 49 minutos, três minutos a mais do que Assassinos da Lua das Flores.

Mas há, ainda, os fabulosos documentários realizados por Scorsese. Sobre o cinema dos Estados Unidos, A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies, de 1995, tem 3 horas e 45 minutos. Sobre o cinema italiano, My Voyage to Italy, de 1999, tem 4 horas e seis minutos.

Quero mencionar mais dois documentários: No Direction Home: Bob Dylan, de 2005, e George Harrison: Living in the Material World, de 2011. Expressivos retratos de dois ídolos de Martin Scorsese, esses filmes têm tempos iguais: 3 horas e 28 minutos, somente dois minutos a mais do que Assassinos da Lua das Flores.

Se você vai ao cinema ver o novo Scorsese, lembre: não tem intervalo nem é possível pausar a projeção. Prepare-se, então.

Link original da notícia: https://jornaldaparaiba.com.br/cultura/silvio-osias/o-maior-cineasta-em-atividade-no-mundo-adora-fazer-filmes-longos/

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