‘Queremos futuro melhor para nossos filhos’: indígenas se mobilizam contra Marco Temporal, em Brasília

‘Queremos futuro melhor para nossos filhos’: indígenas se mobilizam contra Marco Temporal, em Brasília

‘Queremos futuro melhor para nossos filhos’: indígenas se mobilizam contra Marco Temporal, em Brasília

Para acompanhar o julgamento, indígenas de todo o país se reúnem, em Brasília, para protestar contra a demarcação de terras. Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), são esperados cerca de 650 pessoas de cerca de 20 povos indígenas, de oito estados.

Mãe de três filhos e avó de um neto, Antônia Paté saiu de Santa Catarina para protestar, em Brasília, contra o Marco Temporal. A indígena, da etnia Xokleng, conta que deixou a família na terra natal para lutar por um futuro melhor.

“Não temos onde morar. Para mim é muito importante estar aqui, porque queremos um futuro melhor para os nossos filhos”, diz.

Segundo Antônia, em Santa Catarina, eles conseguiram o direito de construir uma escola para as crianças, mas não têm mais terra para que a unidade de ensino seja instalada. “Sempre vamos batalhar pelo direito dos nossos povos. Nossos antepassados morreram nessa batalha, mas estamos aqui para continuar”, afirma Antônia.

Importância do movimento

Lideranças realizaram uma coletiva, também na manhã desta quarta-feira, para lembrar sobre a importância do movimento. O coordenador Executivo da Apib, Kleber Caracuna, diz que a decisão do STF é fundamental é crucial.

De acordo com ele, a esperança é de que os votos dos ministros sejam “o mais completo possível e favorável aos povos indígenas”. “Estamos juntos e firmes nessa caminhada”, diz.

Indígenas fazem marcha contra Marco Temporal em Brasília

Grupos se reúnem no dia em que STF retoma julgamento sobre tese

Marco Temporal

Indígena na fachada STF. Nesta quarta (7) o Supremo Tribunal Federal retoma a votação o Marco Temporal — Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O STF analisa a tese de que indígenas só têm direito às terras que já eram tradicionalmente ocupadas por eles no dia da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. Se aprovado esse entendimento, os povos originários só poderão reivindicar a posse de áreas que ocupavam nessa data.

Por isso, indígenas são contrários à tese do marco temporal. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), há 226 processos suspensos nas instâncias inferiores do Judiciário, aguardando uma definição sobre o tema.

A tese, além de ser analisada no STF, tramita no Congresso Nacional. O Projeto de Lei 2903/2023 está em análise no Senado.

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Link original da notícia: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2023/08/30/queremos-futuro-melhor-para-nossos-filhos-indigenas-se-mobilizam-contra-marco-temporal-em-brasilia.ghtml

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