Letras ousadas, vício em lace e batalha contra depressão: quem é Slipmami, cantora que acumula milhões de views na web

Letras ousadas, vício em lace e batalha contra depressão: quem é Slipmami, cantora que acumula milhões de views na web

Letras ousadas, vício em lace e batalha contra depressão: quem é Slipmami, cantora que acumula milhões de views na web

Um dos seus maiores sucessos hoje, a música Oompa Loompa já acumula mais de 7 milhões de streamings no Spotify.

“As pessoas são muito ‘quadradas’. Elas não entendem que é uma coisa cultural, é uma manifestação, uma expressão. Se a pessoa não entende que é muito fod* isso, não tem o que fazer. Eu apenas não lido [com os ataques]”, disse a cantora, que revelou ser viciada em laces – perucas hiper-realistas.

Com pais maranhenses, Slipmami é nascida e criada na comunidade Vila Urussaí, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Ela contou ao g1 que teve uma infância “sem recursos” e não teve a oportunidade de ter um hobby. Seu passatempo preferido era a música.

“Toda criança deveria fazer luta, natação. Eu não fazia nada. Ia para a escola e ficava meio que à toa.”

“Eu sempre curti muito música, sempre gostei de ouvir música internacional. Minha mãe sempre gostou muito de flashback e comprava aqueles DVDs que tinham, sei lá, 90 clipes. Eu curtia muito ouvir músicas dos anos 1980 e 1990”, conta.

Yasmin Pinto da Silva, a Slipmami — Foto: Divulgação

Começo na música

Aos 14 anos, a jovem mergulhou na internet e começou a se interessar por assuntos que moldaram sua personalidade. Também foi nas redes sociais que ela deu seus primeiros passos na música.

“A internet me moldou muito. Com 14 anos, eu já tive acesso ao movimento negro, feminismo e todas essas paradas que estavam ascendendo. Eu me doutrinei na internet. Eu aceitei meu cabelo, que eu não aceitava tanto. Eu tive mesmo orgulho de ser preta”, disse.

“Eu comecei lançando música no SoundClound, desta forma. Não era nada sério. Eu só falava merda. Eram uns bagulhos muito fo**. Só falando merda mesmo”, completou.

O ano de 2023 está sendo a afirmação da artista na cena rap: participações em grandes festivais, sucesso nas plataformas de streaming e o lançamento do seu primeiro álbum, o Malvatrem.

Neste sábado (2), ela faz uma apresentação no Festival Favela Sounds, um dos maiores de cultura periférica do Brasil. O evento reúne debates e shows gratuitos durante esta sexta-feira (1º) e sábado (2), no Museu Nacional e nas regiões do Distrito Federal.

Ao g1, ela contou ainda que encontra dificuldades para conciliar os compromissos da vida pessoal e profissional. Apesar disso, faz planos para o futuro: conhecer a Jamaica até o fim de 2023 e deixar a mãe “bem de vida”.

Relação com a mãe

A gratidão pela mãe, dona Rosa Maria, se deve, em grande parte, pelo cuidado que Yasmin recebeu aos 16 anos quando foi diagnosticada com depressão.

“Nessa época, minha mãe me deu um apoio muito forte. Ela estava trabalhando e largou o mercado para ficar comigo em casa. […] Ela foi muito importante para mim naquele momento […] Foi uma época que todo mundo se afastou”.

Ao saber que a mãe estava no cômodo ao lado de onde a entrevista era gravada, a reportagem pediu para que dona Rosa Maria participasse do bate-papo. E foi aí mãe de Yasmin se declarou:

“É o amor da minha vida. Minha filha única e amada. A filha única que Deus me deu. Eu a amo muito e sinto muita falta dela. Ela, agora, mora sozinha e ainda não superei. Mas vou superar. Ela significa muito para mim”.

Leia outras notícias da região no g1 DF.

Link original da notícia: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/favela-sounds/noticia/2023/09/01/musicas-agressivas-vicio-em-lace-e-batalha-contra-depressao-saiba-quem-e-slipmami-cantora-que-acumula-milhoes-de-views-na-web.ghtml

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