DF registra média de 14 casos de sífilis por dia; diagnósticos aumentaram 55,9% em 2023

DF registra média de 14 casos de sífilis por dia; diagnósticos aumentaram 55,9% em 2023

DF registra média de 14 casos de sífilis por dia; diagnósticos aumentaram 55,9% em 2023

Foram 3.138 infecções este ano, contra 2.013 no ano passado. Maioria dos casos são em homens de 25 a 29 anos.


  • Sífilis é uma infecção sexualmente transmissível curável.

  • Prevenção é uso correto de preservativo.

  • Tratamento pode ser feito em qualquer UBS, com uso de antibiótico.

Profissional de saúde faz teste de IST em paciente — Foto: Rodrigo Nunes/MS

O Distrito Federal registrou 3.138 diagnósticos de sífilis em 2023, segundo dados da Secretaria de Saúde. O número significa que, em média, são 14 casos por dia da infecção na capital.

Os números fornecidos pela pasta levam em consideração os casos registrados entre janeiro e julho deste ano. Em comparação com igual período de 2022, a secretaria registrou 2.013 casos, ou seja, houve um aumento de 55,9% no total.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a infecção pela doença é maior entre homens de 25 a 29 anos. Segundo a enfermeira responsável pela vigilância epidemiológica da sífilis da Secretaria de Saúde, Daniela Magalhães, a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível curável.

A profissional indica que a prevenção é o uso correto de preservativo. “O teste rápido é a principal forma de diagnóstico da doença e está disponível nas unidades básicas de saúde”, informa.

A enfermeira diz ainda que o tratamento pode ser feito em qualquer UBS, com uso de antibiótico.

‘Fácil transmissão’

O infectologista Werciley Vieira explica que a sífilis “acaba sendo a principal IST no momento, porque ela é de fácil transmissão”. Segundo o especialista, isso ocorre porque as pessoas estão deixando de usar camisinha.

De acordo com o médico, a sífilis tem três fases:

  • Primeira: pode causar uma lesão localizada;
  • Secundária, quando atinge uma reação no corpo todo, na pele, causando febre;
  • Terciária: que ocorre alguns anos depois, caso não haja tratamento. Nessa fase, pode ocorrer danos ao sistema nervoso central ou outros órgãos.

“A Sífilis, se não bem tratada, causa uma doença grave”, diz o infectologista.

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Link original da notícia: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2023/09/06/df-registra-media-de-14-casos-de-sifilis-por-dia-diagnosticos-aumentaram-559percent-em-2023.ghtml

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